Uma decisão judicial determinou o bloqueio das cotas de participação no Campeonato Estadual a que o Paulista teria direito. O ´congelamento´ da conta foi provocado por um processo movido contra o clube. As empresas CR Carvalho Promoções Esportivas LTDA e Link Assessoria Esportiva e Propaganda LTDA entraram com uma ação na 1ª Vara Cível de Jundiaí contra o Paulista alegando o descumprimento de uma cláusula contratual – na Justiça Trabalhista, corre outro processo contra o Paulista, este movido pelo jogador.
O acordo em questão foi firmado em 2008, quando o atacante Neto Baiano chegou para sua segunda passagem pelo Paulista – ele já havia defendido o time em 2006. Na ocasião, além do contrato de trabalho, foi feito um acordo que determinava o pagamento de multa às empresas representantes do jogador, no valor de R$ 405.942,03, em caso de rescisão pela falta de pagamentos salariais.
Como o Paulista não honrou seus compromissos com Neto Baiano, a CR Carvalho Promoções Esportivas LTDA e Link Assessoria Esportiva e Propaganda LTDA deram entrada no processo em fevereiro de 2010, exigindo o pagamento da multa estipulada. Hoje, com as correções monetárias, o valor chega a R$ 617.515,07. Em sua defesa, o Paulista alega que o processo é nulo, já que o contrato foi assinado pelo então vice-presidente Luiz Roberto Raymundo, o Pitico.
O argumento do departamento jurídico do Galo é que Pitico não teria “competência” para assinar o acordo. No entender da defesa tricolor, o representante legal do Paulista Futebol Clube Ltda seria apenas seu presidente – à época, Eduardo Palhares. O processo está longe de ter uma sentença. A audiência de mediação, para que as partes tentem chegar a um acordo, está marcada para o dia 28 de fevereiro. A prioridade dos advogados do Paulista é conseguir a liberação das cotas vindas da FPF.
Fonte: Jornal de Jundiaí